Grato pela visita a este blog. Espero que o texto de hoje seja de bom termo, que o leitor chegue ao fim e sinta como o escritor, satisfeito. Este blog de crônicas, surgiu para postar os escritos que saiam em jornal, hoje com a extinção da
página e coluna cedida, volta ao sua original vocação, crônicas e me sinto mais à vontade de escrever algo de mais intimidade com o leitor. Fiquem à vontade para criticar e expor opiniões, vai enriquecer a minha literatura.

Poços de Caldas
Estivemos em férias por lá e na pousada vários amigos se interessaram pelos nossos livros. Fizemos amigos, alguns que gostam de ler.
Meu aniversário
Aliás, esse tema dá crônica e sabem por quê?
É que eu gosto de escrever tranquilo, assim como agora, nos degraus de uma igreja velha, vendo o arrebol passar atrás dos transeuntes e do ocaso do dia.
A leva de gente que cruzava a calçada abaixo se foi, algumas estrelas já cintilam. No infravermelho, pombas arrulham pelo campanário e pássaros em voos rasantes procuram um galho para dormirem.
Posso contemplar o silêncio da cidade e a impertinência de alguns grilos – sempre os
teremos entre nós, principalmente nas horas de solidão; mas sem eles o que seria da noite? Se tivéssemos só o lusco-fusco das estrelas a piscarem e ninguém para fazer sonoplastia do infinito.
As estrelas, bilhões delas, eu conto algumas décadas e elas bilhões de anos luz. Sim, essas estrelas já são velhas e essas luzes que me chegam agora, são de há muito, de alguns anos já, de uns quatro aniversários atrás acho. Não se preocupem, não vou assoprá-las todas de uma vez.
Bem se vê que este céu não é só meu, e que meus sonhos já vêm de longe. Este é o céu de Galileu, Copérnico, estudiosos, poetas e de muitas pessoas que saem a ver o firmamento sem nenhuma pretensão. É mesmo. Como aquela senhora que atravessou a rua de bolsa vermelha, acho que o queixo vai lhe cair. Agora olha para a torre, confere as horas, se benze e se vai. Ela poderia ser qualquer parente minha, minha avó, tia, mãe, mas com a minha idade poderia ser todas em uma só. É como a estrela velha, nossas histórias, os vestígios de ontem, o vigor de um olhar que não descansa, de uma visão que se dependura no queixo, ou queixos - para quem os tem duplos, e talvez fique duas vezes mais extasiado. A vida ainda reflete nossos sonhos e depois da noite o dia voltará, mesmo que se tropece como a senhora que me viu nas sombras e se assustou, os sonhos continuam.
Os pesadelos, exorcizemo-los, o medo jamais se concretizará porque não é sonho, só este se concretiza, o medo se desvanece.
Bem, antes mesmo de entrar na igreja as orações vieram até mim, Deus me a balbuciou. Só a mim? Claro que não, embora deixe a autoria a algum letrado, escreve certo por linhas tortuosas e nem precisa assinar uma obra dessas e amanhã vou me esquecer desse texto em algum arquivo do computador ou deixar um manuscrito por digitar na gaveta, mas o maior prazer é tê-lo escrito e reverenciar a vida com o seu Criador. Vou levantar meu traseiro quadrado e vou tomar minha sopinha. É noite.
Aliás, esse tema dá crônica e sabem por quê?
É que eu gosto de escrever tranquilo, assim como agora, nos degraus de uma igreja velha, vendo o arrebol passar atrás dos transeuntes e do ocaso do dia.
A leva de gente que cruzava a calçada abaixo se foi, algumas estrelas já cintilam. No infravermelho, pombas arrulham pelo campanário e pássaros em voos rasantes procuram um galho para dormirem.
Posso contemplar o silêncio da cidade e a impertinência de alguns grilos – sempre os

As estrelas, bilhões delas, eu conto algumas décadas e elas bilhões de anos luz. Sim, essas estrelas já são velhas e essas luzes que me chegam agora, são de há muito, de alguns anos já, de uns quatro aniversários atrás acho. Não se preocupem, não vou assoprá-las todas de uma vez.
Bem se vê que este céu não é só meu, e que meus sonhos já vêm de longe. Este é o céu de Galileu, Copérnico, estudiosos, poetas e de muitas pessoas que saem a ver o firmamento sem nenhuma pretensão. É mesmo. Como aquela senhora que atravessou a rua de bolsa vermelha, acho que o queixo vai lhe cair. Agora olha para a torre, confere as horas, se benze e se vai. Ela poderia ser qualquer parente minha, minha avó, tia, mãe, mas com a minha idade poderia ser todas em uma só. É como a estrela velha, nossas histórias, os vestígios de ontem, o vigor de um olhar que não descansa, de uma visão que se dependura no queixo, ou queixos - para quem os tem duplos, e talvez fique duas vezes mais extasiado. A vida ainda reflete nossos sonhos e depois da noite o dia voltará, mesmo que se tropece como a senhora que me viu nas sombras e se assustou, os sonhos continuam.
Os pesadelos, exorcizemo-los, o medo jamais se concretizará porque não é sonho, só este se concretiza, o medo se desvanece.
Bem, antes mesmo de entrar na igreja as orações vieram até mim, Deus me a balbuciou. Só a mim? Claro que não, embora deixe a autoria a algum letrado, escreve certo por linhas tortuosas e nem precisa assinar uma obra dessas e amanhã vou me esquecer desse texto em algum arquivo do computador ou deixar um manuscrito por digitar na gaveta, mas o maior prazer é tê-lo escrito e reverenciar a vida com o seu Criador. Vou levantar meu traseiro quadrado e vou tomar minha sopinha. É noite.

Notinha sobre O Seminário: Pessoas que acabaram de o ler vêm comentar. Grato. Alguns brincam e me chamam de Teófilo. É certo que me identifico com o protagonista, mas escapa a alguns que tem dois teófilos no romance e o segundo é o narrador. Abaixo a foto do Cássio Padovani e minha, ele quem primeiro fez a correção de O Seminário e concluiu, dentre muitos comentários que ia apondo no texto, que era um excelente livro de relatos. Então, depois que me caiu a ficha, resolvi fazer em linguagem de romance e não de relatos ou histórico.